Eu te amo justamente por você não ser como eu.
Te amo por você ser meu contrário,
E por você aguentaria todas as divergências,
Antíteses e diferenças.
O que eu sinto por você nasce dos nossos opostos
E por você ser quem você é.
Depois de tanto viver, de tanto aprender,
E de quase não me impressionar com as coisas deste mundo,
Não me sensibilizar com as dores, crimes, tristezas e tragédias
Que assolam o planeta,
Você me arrepia.
Sinto cada milímetro da minha pele subir
Quando penso em você,
Ou quando te toco nos meus sonhos.
Te amo pelo nó na garganta que você me faz sentir,
Pelo frio na espinha que vem quando penso em você.
Te amo porque só você faz meu sangue borbulhar.
Eu digo que o amor é um idiota
Que se submete a tudo que mais odiamos,
Repelimos, e nos faz amar tanto essas coisas
Quanto o próprio amor.
E é esse amor incondicional que me faz te amar,
Por esse amor por você que sinto meu peito arder.
Eu conto centímetro por centímetro de
Cada milha que nos separa,
E aturo todas as suas contas.
Me envolvo nos seus cálculos,
Comemoro seu pragmatismo,
Me encanto com seu ceticismo,
Tudo pelo amor que emerge nos meus olhos
Quando falo de você.
Faço questão de engasgar cada vez que falo seu nome,
Em nome do amor.
Eu te amo, amo todos os seus problemas,
Todos os seus traumas,
Todos os seus segredos.
Eu amo todos os seus erros daqui em diante,
Amo tudo o que você fez de errado.
Amo seu suor, seu cheiro, seus machucados.
Quero tirar todas as suas cascas, suas máscaras,
Suas fantasias.
Quero te ver verdadeiramente cru,
Quero te ter esplendorosamente verdadeiro,
Porque eu te amo por tudo o que você é,
E por tudo o que você me faz ser,
Mesmo que eu seja só um erro seu.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
sábado, 14 de agosto de 2010
Confissão
Eu quero que você vá se foder.
Você e todos os que estão ao seu lado.
E falo isso mesmo porque sou uma escrota.
Sem coitadismo, sem vitimismo,
Sou uma escrota e é hora de assumir isso.
Sou vil, sou má, sou nojenta, sou desprezível.
Tenho vontade de te matar, de te esquartejar
E de dar para poodles se alimentarem dos seus restos.
Você é todo um resto.
Resto de gente, resto de lixo imprestável e fedido.
Eu penso todos os dias em fazer maldades,
Deixo de ajudar cegos na rua porque me dá preguiça,
Finjo que não ouço o que os outros falam
Porque pouco me importa o que eles pensam ou dizem.
Não quero saber dos seus problemas,
Quero que cada dia mais você se machuque e sofra por eles.
Não quero seu amor, seu carinho nem sua atenção.
Não quero você. Quero te ver morto, pelas costas.
Vá se foder, seu desgraçado. Você e todos os seus.
E pouco importa o que você pensa dessa confissão,
Se quer ouvi-la com um tango de fundo,
Ou um samba. Quero se você se foda.
Vou assistir seu sofrimento, sua dor,
Porque não tenho sentimentos e não sofro mais por nada.
Vai embora, feche a porta e me deixe para trás.
Sou uma escrota.
Você e todos os que estão ao seu lado.
E falo isso mesmo porque sou uma escrota.
Sem coitadismo, sem vitimismo,
Sou uma escrota e é hora de assumir isso.
Sou vil, sou má, sou nojenta, sou desprezível.
Tenho vontade de te matar, de te esquartejar
E de dar para poodles se alimentarem dos seus restos.
Você é todo um resto.
Resto de gente, resto de lixo imprestável e fedido.
Eu penso todos os dias em fazer maldades,
Deixo de ajudar cegos na rua porque me dá preguiça,
Finjo que não ouço o que os outros falam
Porque pouco me importa o que eles pensam ou dizem.
Não quero saber dos seus problemas,
Quero que cada dia mais você se machuque e sofra por eles.
Não quero seu amor, seu carinho nem sua atenção.
Não quero você. Quero te ver morto, pelas costas.
Vá se foder, seu desgraçado. Você e todos os seus.
E pouco importa o que você pensa dessa confissão,
Se quer ouvi-la com um tango de fundo,
Ou um samba. Quero se você se foda.
Vou assistir seu sofrimento, sua dor,
Porque não tenho sentimentos e não sofro mais por nada.
Vai embora, feche a porta e me deixe para trás.
Sou uma escrota.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Livro
Era para eu escrever um poema,
Uma história, algo assim.
Mas eu não quero.
Mais um texto para quê?
Se nem uma palavra muda o que está aí,
E se cada palavra fortalece o que está aqui.
Melhor não escrever.
Escrever para dizer o quê?
Que eu queria estar com você,
Que eu conto os dias para chegar
A hora de te ver?
Que mesmo sem saber quando vai ser,
Eu sinto sempre que é amanhã?
Não tem o que dizer.
Quer que eu escreva para falar o quê?
Que os meses e os anos só confirmam
O que eu sempre soube,
E que por muitas – ou milhares – de vezes
Eu tentei esconder de mim,
De você, de todos?
É só você dizer para quê quer que eu escreva.
Porque suas ideias só mostram
Que para alguma palavra alcançar o seu devido lugar
Centenas de rochas elas terão de atravessar.
Se o menos é mais,
Hoje eu tenho tudo,
Mesmo sentindo que as minhas conquistas
Se resumem a nada.
Eu tinha que escrever algo,
Mas não quero.
Vou falar, falar, falar,
Vou contar, contar, contar,
Volto a sonhar, sonhar, sonhar.
E nesse texto, caso eu o escrevesse,
Não poderia deixar de dizer que
Se você diz uma única palavra,
Toda dimensão ao meu redor muda.
As cores mudam, as velocidades mudam,
Meus batimentos mudam, meus olhos mudam.
E eu preciso de um texto inteiro para te tocar,
Enquanto uma só palavra sua me faz
Ver tudo girar.
É injusto ter de me conformar com uma economia de palavras
Mas ter de usar um batalhão arrancado de um dicionário
Para te inebriar.
Então, é isso.
Não vou escrever.
Sem poema, sem texto, sem história,
Sem conto, sem sonho.
Não há papel que caiba tudo.
Você quer um texto, apenas.
Eu quero um livro, dos bons.
Ou quem sabe, então,
Virar esta página.
Uma história, algo assim.
Mas eu não quero.
Mais um texto para quê?
Se nem uma palavra muda o que está aí,
E se cada palavra fortalece o que está aqui.
Melhor não escrever.
Escrever para dizer o quê?
Que eu queria estar com você,
Que eu conto os dias para chegar
A hora de te ver?
Que mesmo sem saber quando vai ser,
Eu sinto sempre que é amanhã?
Não tem o que dizer.
Quer que eu escreva para falar o quê?
Que os meses e os anos só confirmam
O que eu sempre soube,
E que por muitas – ou milhares – de vezes
Eu tentei esconder de mim,
De você, de todos?
É só você dizer para quê quer que eu escreva.
Porque suas ideias só mostram
Que para alguma palavra alcançar o seu devido lugar
Centenas de rochas elas terão de atravessar.
Se o menos é mais,
Hoje eu tenho tudo,
Mesmo sentindo que as minhas conquistas
Se resumem a nada.
Eu tinha que escrever algo,
Mas não quero.
Vou falar, falar, falar,
Vou contar, contar, contar,
Volto a sonhar, sonhar, sonhar.
E nesse texto, caso eu o escrevesse,
Não poderia deixar de dizer que
Se você diz uma única palavra,
Toda dimensão ao meu redor muda.
As cores mudam, as velocidades mudam,
Meus batimentos mudam, meus olhos mudam.
E eu preciso de um texto inteiro para te tocar,
Enquanto uma só palavra sua me faz
Ver tudo girar.
É injusto ter de me conformar com uma economia de palavras
Mas ter de usar um batalhão arrancado de um dicionário
Para te inebriar.
Então, é isso.
Não vou escrever.
Sem poema, sem texto, sem história,
Sem conto, sem sonho.
Não há papel que caiba tudo.
Você quer um texto, apenas.
Eu quero um livro, dos bons.
Ou quem sabe, então,
Virar esta página.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Calculadora
Abri meu armário e um monte de casacos caiu sobre mim.
Parei, pensei, olhei para aquele monte e me perguntei:
Quantos casacos eu tenho?
Resolvi contar e deram 10 casacos de inverno, mais os de meia estação.
Depois, abri o outro armário e as botas caíram sobre meus pés.
Resolvi contar quantas botas eu tenho.
A conta deu 7 botas, incluindo as de cano baixo.
Depois, abri minha gaveta e estava abarrotada de Cds antigos.
Parei, olhei e me perguntei: Quantos Cds eu tenho?
Na soma total, 42 Cds.
Pouco tempo depois abri uma outra gaveta
Onde guardo documentos antigos.
Olhando aquele calhamaço de coisas e papeis
Me perguntei: Quantos documentos antigos eu guardo?
Depois de muito passar as folhas conclui que tenho
Cento e vinte e cinco documentos antigos guardados.
Andando um pouco mais pela casa achei minha
Coleção de chaveiros.
De todos os tipos, tamanhos, cidades do mundo.
Quantos chaveiros eu tenho? - me questionei.
São 356 chaveiros guardados.
Será que tenho tantas chaves assim?
Enfim, arrumando mais umas coisinhas aqui e outras ali
Encontrei meu álbum de papel de carta da minha infância.
Esse é para relembrar! Quantos será que eu tinha?
Definitivamente, eu amava isso porque eu tinha 298 papeis de carta.
Acho que era possível ter mais.
Ao lado desta pasta estava a pilha de Gibis que eu colecionei.
Uma pilha com 1.064 Gibis da Turma da Mônica.
É risada para mais de um ano todo!
Fiquei com sede e fui tomar um suco e abri o armário da cozinha
Que tinha muitos copos e não soube qual escolher.
Resolvi contar quantos eu tinha, e a conta deu 83 copos.
Dava para eu ter sede de todos os tamanhos e cores ao mesmo tempo.
Fui fazer uma pipoca de microondas e achei vários pacotes.
Quantos sabores será que tenho aqui? - foi a pergunta.
Eram seis sabores: Queijo, manteiga, bacon, manteiga light, natural e doce.
Optei pelo bacon porque estava num 'dia de gordinha'.
Depois da pipoca, fui lavar minhas mãos e não tinha sabonete na pia.
Abri o armário e fui pegar um novo, quando a pilha de sabonetes desabou.
“Meu Deus, quantos sabonetes eu guardo nesse armário?”, me perguntei.
Eram 21 sabonetes, todos de marcas diferentes, com cheiros diversos.
Alimentada, sem sede, com as mãos limpas, com as roupas, sapatos,
Documentos, Cds, gibis, chaveiros, sabonetes, copos, pipocas
E tudo mais organizado, abri minha caixa de correio
E peguei as cartas.
Ali no meio, uma carta sua. Depois de anos a fio sem notícias.
Uma série de palavras que me atualizavam de tudo.
Sem meias palavras.
Parei, li, olhei, li novamente, li mais uma vez
E me perguntei:
Quantas lágrimas já derramei por você?
E simplesmente estou aqui,
Semanas depois,
Ainda contando.
Parei, pensei, olhei para aquele monte e me perguntei:
Quantos casacos eu tenho?
Resolvi contar e deram 10 casacos de inverno, mais os de meia estação.
Depois, abri o outro armário e as botas caíram sobre meus pés.
Resolvi contar quantas botas eu tenho.
A conta deu 7 botas, incluindo as de cano baixo.
Depois, abri minha gaveta e estava abarrotada de Cds antigos.
Parei, olhei e me perguntei: Quantos Cds eu tenho?
Na soma total, 42 Cds.
Pouco tempo depois abri uma outra gaveta
Onde guardo documentos antigos.
Olhando aquele calhamaço de coisas e papeis
Me perguntei: Quantos documentos antigos eu guardo?
Depois de muito passar as folhas conclui que tenho
Cento e vinte e cinco documentos antigos guardados.
Andando um pouco mais pela casa achei minha
Coleção de chaveiros.
De todos os tipos, tamanhos, cidades do mundo.
Quantos chaveiros eu tenho? - me questionei.
São 356 chaveiros guardados.
Será que tenho tantas chaves assim?
Enfim, arrumando mais umas coisinhas aqui e outras ali
Encontrei meu álbum de papel de carta da minha infância.
Esse é para relembrar! Quantos será que eu tinha?
Definitivamente, eu amava isso porque eu tinha 298 papeis de carta.
Acho que era possível ter mais.
Ao lado desta pasta estava a pilha de Gibis que eu colecionei.
Uma pilha com 1.064 Gibis da Turma da Mônica.
É risada para mais de um ano todo!
Fiquei com sede e fui tomar um suco e abri o armário da cozinha
Que tinha muitos copos e não soube qual escolher.
Resolvi contar quantos eu tinha, e a conta deu 83 copos.
Dava para eu ter sede de todos os tamanhos e cores ao mesmo tempo.
Fui fazer uma pipoca de microondas e achei vários pacotes.
Quantos sabores será que tenho aqui? - foi a pergunta.
Eram seis sabores: Queijo, manteiga, bacon, manteiga light, natural e doce.
Optei pelo bacon porque estava num 'dia de gordinha'.
Depois da pipoca, fui lavar minhas mãos e não tinha sabonete na pia.
Abri o armário e fui pegar um novo, quando a pilha de sabonetes desabou.
“Meu Deus, quantos sabonetes eu guardo nesse armário?”, me perguntei.
Eram 21 sabonetes, todos de marcas diferentes, com cheiros diversos.
Alimentada, sem sede, com as mãos limpas, com as roupas, sapatos,
Documentos, Cds, gibis, chaveiros, sabonetes, copos, pipocas
E tudo mais organizado, abri minha caixa de correio
E peguei as cartas.
Ali no meio, uma carta sua. Depois de anos a fio sem notícias.
Uma série de palavras que me atualizavam de tudo.
Sem meias palavras.
Parei, li, olhei, li novamente, li mais uma vez
E me perguntei:
Quantas lágrimas já derramei por você?
E simplesmente estou aqui,
Semanas depois,
Ainda contando.
LOADING - 12/06/2010
Hoje eu chamei um técnico de computadores aqui em casa
Meu notebook havia travado, um erro fatal do Windows
Que impedia que qualquer coisa fosse processada no computador.
A solução seria um backup dos arquivos e a formatação na máquina.
Isso é assim:
A gente salva todos os arquivos do computador em outro computador,
Assim garantimos não perder nada importante,
Nenhuma foto, nenhuma música, nenhum documento,
Nenhuma informação, nenhum dado, nada.
Assim que tudo estiver são e salvo,
Acessamos uma área do computador em que
“Reparamos o sistema”.
Os problemas do Windows são corrigidos
Simplesmente porque ele é reiniciado.
Reset, restart.
Tudo apagado, tudo deixado para trás.
O computador recomeça do zero
Como se ele tivesse acabado de sair do fabricante,
Tivesse sido embalado no plástico bolha
E entregue pelos Correios na sua casa.
E assim aconteceu
O renascimento da minha máquina.
Mas dizem que os humanos são melhores que as máquinas,
Que fazemos as coisas melhores que os computadores
E então, como fazemos para reiniciar o nosso sistema?
Onde é o botão de formatação da nossa mente?
Onde apagamos os arquivos?
Onde fazemos o backup?
Quero começar de novo!
Tenho essa chance?
Mas quero optar pelo modo sem backup,
Posso?
Não quero salvar dados, nem arquivos, nem fotos, nem músicas.
Sei lá, considerei até jogar todo esse sistema fora
E comprar um novo, com mais memória e um HD melhor.
Vende na internet? Parcela no cartão? Tem desconto?
Será que algum técnico pode responder essas minhas perguntas?
É isso. Só queria me formatar, mudar mas sem me prender ao passado,
Começar de novo, do zero.
Sem memória, sem passado.
Sem chance de fazer errado, de novo.
Todo dia é dia de recomeçar,
Mas esse recomeço é sem reparo no sistema,
E aí não vale.
Ai... como eu queria ser um Sony Vaio.
Meu notebook havia travado, um erro fatal do Windows
Que impedia que qualquer coisa fosse processada no computador.
A solução seria um backup dos arquivos e a formatação na máquina.
Isso é assim:
A gente salva todos os arquivos do computador em outro computador,
Assim garantimos não perder nada importante,
Nenhuma foto, nenhuma música, nenhum documento,
Nenhuma informação, nenhum dado, nada.
Assim que tudo estiver são e salvo,
Acessamos uma área do computador em que
“Reparamos o sistema”.
Os problemas do Windows são corrigidos
Simplesmente porque ele é reiniciado.
Reset, restart.
Tudo apagado, tudo deixado para trás.
O computador recomeça do zero
Como se ele tivesse acabado de sair do fabricante,
Tivesse sido embalado no plástico bolha
E entregue pelos Correios na sua casa.
E assim aconteceu
O renascimento da minha máquina.
Mas dizem que os humanos são melhores que as máquinas,
Que fazemos as coisas melhores que os computadores
E então, como fazemos para reiniciar o nosso sistema?
Onde é o botão de formatação da nossa mente?
Onde apagamos os arquivos?
Onde fazemos o backup?
Quero começar de novo!
Tenho essa chance?
Mas quero optar pelo modo sem backup,
Posso?
Não quero salvar dados, nem arquivos, nem fotos, nem músicas.
Sei lá, considerei até jogar todo esse sistema fora
E comprar um novo, com mais memória e um HD melhor.
Vende na internet? Parcela no cartão? Tem desconto?
Será que algum técnico pode responder essas minhas perguntas?
É isso. Só queria me formatar, mudar mas sem me prender ao passado,
Começar de novo, do zero.
Sem memória, sem passado.
Sem chance de fazer errado, de novo.
Todo dia é dia de recomeçar,
Mas esse recomeço é sem reparo no sistema,
E aí não vale.
Ai... como eu queria ser um Sony Vaio.
Corrida (SEM)Aventura - 10/06/2010
Tem um esporte que além de nos ensinar sobre diversas coisas,
Nos ensina a nos orientar, a navegar.
É assim: você pega seu mapa,
Veja os pontos obrigatórios de passagem,
Traça a sua rota, a partir disso,
Escolhe seus caminhos.
Depois, você orienta o mapa,
Ou seja, aponta o mapa para o Norte
De acordo com uma bússola,
E vai!
Mas eu precisava aprender essas coisas
Antes de aprender sobre esse esporte,
Muito antes.
Precisava aprender na vida.
Orientar-se é sempre a melhor opção.
Traçar seu caminho,
Escolher sua rota,
Fazer seu percurso,
Andar mais rápido,
Correr,
Chegar na hora certa,
Vencer.
No esporte, você e mais três.
Um quarteto.
Na vida, eu e você.
Uma dupla.
Então, faça-me o favor de me orientar,
Porque seu mapa está desorientado,
Sua bússola está quebrada,
Seu senso de direção está confuso,
E eu estou perdida no meio desse mapa,
No meio deste caminho,
No meio desta floresta.
Para qual lado iremos?
Para onde eu devo ir?
De acordo com você, eu sigo para o Norte,
Para o Estado lá em cima, para perto do centro do mundo.
Para mim, quanto mais ao Sul, melhor.
Não que esse seja o melhor caminho,
E então, nos dividimos a partir de agora
Para caminhos opostos?
O mapa está na sua mão,
Os pontos obrigatórios de passagem estão no seu Race Book.
Eu estou apenas seguindo as instruções do navegador.
Para onde eu vou? Ou vamos?
A minha escolha é sempre estar perto de você
Seja no caminho certo,
Seja no caminho errado,
Seja em caminho algum,
Seja aqui parados.
Mas se for muito difícil para você orientar esse mapa
E nos dizer o que fazemos a partir de agora,
Se continuamos nessa prova
Ou se abandonamos a competição,
Eu posso escolher por nós e te dizer:
Vá seguir o seu Norte,
Vá ver a sua Aurora Boreal,
Enquanto eu sigo para o meu Sul
E vou ver a chuva no meu Cabo Horn
Nos ensina a nos orientar, a navegar.
É assim: você pega seu mapa,
Veja os pontos obrigatórios de passagem,
Traça a sua rota, a partir disso,
Escolhe seus caminhos.
Depois, você orienta o mapa,
Ou seja, aponta o mapa para o Norte
De acordo com uma bússola,
E vai!
Mas eu precisava aprender essas coisas
Antes de aprender sobre esse esporte,
Muito antes.
Precisava aprender na vida.
Orientar-se é sempre a melhor opção.
Traçar seu caminho,
Escolher sua rota,
Fazer seu percurso,
Andar mais rápido,
Correr,
Chegar na hora certa,
Vencer.
No esporte, você e mais três.
Um quarteto.
Na vida, eu e você.
Uma dupla.
Então, faça-me o favor de me orientar,
Porque seu mapa está desorientado,
Sua bússola está quebrada,
Seu senso de direção está confuso,
E eu estou perdida no meio desse mapa,
No meio deste caminho,
No meio desta floresta.
Para qual lado iremos?
Para onde eu devo ir?
De acordo com você, eu sigo para o Norte,
Para o Estado lá em cima, para perto do centro do mundo.
Para mim, quanto mais ao Sul, melhor.
Não que esse seja o melhor caminho,
E então, nos dividimos a partir de agora
Para caminhos opostos?
O mapa está na sua mão,
Os pontos obrigatórios de passagem estão no seu Race Book.
Eu estou apenas seguindo as instruções do navegador.
Para onde eu vou? Ou vamos?
A minha escolha é sempre estar perto de você
Seja no caminho certo,
Seja no caminho errado,
Seja em caminho algum,
Seja aqui parados.
Mas se for muito difícil para você orientar esse mapa
E nos dizer o que fazemos a partir de agora,
Se continuamos nessa prova
Ou se abandonamos a competição,
Eu posso escolher por nós e te dizer:
Vá seguir o seu Norte,
Vá ver a sua Aurora Boreal,
Enquanto eu sigo para o meu Sul
E vou ver a chuva no meu Cabo Horn
Todas e Ninguém - 03/06/2010
Eu já fui todas e já fui ninguém.
Já comi muito até passar mal,
Já passei mal por não comer.
Eu já cai, me machuquei, levantei,
Sangrei, estanquei o sangue, limpei o machucado,
Tirei a casquinha do machucado, fiquei com cicatriz,
Passei pomada para não deixar cicatriz.
Já fiz uma tatuagem, já fiz duas tatuagens,
Já fiz três tatuagens, já fiz seis tatuagens.
Já desisti de fazer tatuagem.
Eu já viajei para lugares inusitados,
Já planejei viagens, já senti saudade de viagens,
Já voltei correndo e antes do tempo de viagens.
Nunca fui para centenas de lugares que adoraria ir.
Eu já senti muito calor em temperatura acima de 49º,
Já usei casacos insuficientes para um frio negativo,
Já admirei as temperaturas amenas do outono.
Eu já fui um espermatozóide, um feto, um neném,
Um bebê, uma criança descabelada,
Uma criança chorona, uma criança diferente,
Uma adolescente, uma santa, uma virgem,
Uma puta, uma amante de alguém, uma noiva.
Nunca fui mãe nem gestante.
Já amei, já fui amada, já traí, já fui traída.
Eu já pensei que ia morrer naquele segundo,
Já me imaginei vivendo bem velhinha.
Já quis ter 5 filhos, já quis ter gêmeos,
Já quis não ter filhos.
Já tive cachorro, gato, peixe, pintinho.
Nunca tive um cavalo preto.
Eu já processei, já quis ser criminosa,
Já quis ser delegada, já mandei bandido para a cadeia.
Eu já quis ser biomédica, médica, psiquiatra, psicologa,
Socialite, engenheira civil, geneticista, pedreira,
Mestre de obras, advogada, promotora,
Atriz, modelo, cantora, celebridade de reality show,
Rainha de algum país pequeno e europeu,
Apresentadora de programa infantil,
Integrante dos Menudos.
Sou morena, já fui ruiva, morena do cabelo claro,
Morena do cabelo escuro, morena do cabelo preto.
Nunca fui loira,
Mas já cogitei a hipótese de ser para ser paquita.
Já chorei pela Xuxa, pelo Senna, pelos Mamonas Assassinas,
Pelo Santos Futebol Clube, pela minha mãe, por mim, por você.
Já chorei de rir, já chorei de raiva, já chorei de agonia,
Já chorei de dor, já chorei porque minha fralda estava suja,
Já chorei de alegria, já chorei de emoção,
Já abri a geladeira para chorar vendo as comidas.
Eu já cai de bêbada, já cai de desequilíbrio,
Já cai do salto, já cai do cavalo.
Eu já me achei a mais linda de todas,
A mais esquisita do mundo,
Já pensei ser a mais magra, a mais chata,
A mais interessante, a mais inteligente.
Eu já quis ser muita gente,
Já quis ser ninguém.
Eu já pensei em me matar,
Ou em me clonar para poder viver o dobro.
Eu já quis sair correndo e pular no seu colo
E te abraçar como nunca,
E já quis sair correndo e dar com o pé no meio do seu peito
Para você perder o ar e morrer.
Eu já fui em enterros, maternidades, floriculturas,
Lojas de roupa, sapatos, supermercado,
Artesanato.
Eu nunca fui a um sex shop.
Eu já planejei um aniversário num motel,
Numa balada, numa casa de festas,
Numa churrascada.
Eu já planejei nunca mais comemorar um aniversário sequer.
Eu já adorei carne mal passada, já adorei carne torrada.
Eu odeio carne hoje em dia.
Nunca comi nenhum bicho a não ser peixe, frango e boi.
Eu já tive celular grande, pequeno, mais ou menos.
Já andei sem celular.
Já preferi o Tone ao Pulse do telefone.
Eu já quis te ligar para te chamar para sair,
Eu já desisti de te ligar e te chamar para sair,
Eu já te liguei e te chamei para sair.
Eu já me odiei por ter saído com você.
Já pensei que te amava,
Já pensei que te odiava,
Já pensei ser só tesão,
Já pensei ser só imaginação.
Não sei o que é até hoje.
Eu já andei de carro, de ônibus, de trem, de metrô,
De avião, de navio, de bicicleta, de skate.
Nunca andei de helicóptero.
Eu já fiz o maternal, a pré-escola,
O ginásio, o colegial, a faculdade,
A pós-graduação.
E nunca aprendi como lidar com algumas coisas da vida.
Eu vivi tão poucos anos, mas já tenho uma bagagem que só um
Boeing transportaria.
E mesmo com todas essas experiências guardadas em minhas malas,
Ainda acho que tenho muito mais a viver,
A aprender.
Imagino que depois de viver mais ¾ de século,
Que ainda estão por vir,
Vou ter de contratar uma frota de Boeings para levar
Todas as minhas bagagens de vida
Para o meu último voo.
E uma das grandes lições que eu já aprendi e já vivi nessa vida
É que nada que eu puser de conteúdo dentro das minhas bagagens
Terá sentido se não for vivido ao seu lado.
Já comi muito até passar mal,
Já passei mal por não comer.
Eu já cai, me machuquei, levantei,
Sangrei, estanquei o sangue, limpei o machucado,
Tirei a casquinha do machucado, fiquei com cicatriz,
Passei pomada para não deixar cicatriz.
Já fiz uma tatuagem, já fiz duas tatuagens,
Já fiz três tatuagens, já fiz seis tatuagens.
Já desisti de fazer tatuagem.
Eu já viajei para lugares inusitados,
Já planejei viagens, já senti saudade de viagens,
Já voltei correndo e antes do tempo de viagens.
Nunca fui para centenas de lugares que adoraria ir.
Eu já senti muito calor em temperatura acima de 49º,
Já usei casacos insuficientes para um frio negativo,
Já admirei as temperaturas amenas do outono.
Eu já fui um espermatozóide, um feto, um neném,
Um bebê, uma criança descabelada,
Uma criança chorona, uma criança diferente,
Uma adolescente, uma santa, uma virgem,
Uma puta, uma amante de alguém, uma noiva.
Nunca fui mãe nem gestante.
Já amei, já fui amada, já traí, já fui traída.
Eu já pensei que ia morrer naquele segundo,
Já me imaginei vivendo bem velhinha.
Já quis ter 5 filhos, já quis ter gêmeos,
Já quis não ter filhos.
Já tive cachorro, gato, peixe, pintinho.
Nunca tive um cavalo preto.
Eu já processei, já quis ser criminosa,
Já quis ser delegada, já mandei bandido para a cadeia.
Eu já quis ser biomédica, médica, psiquiatra, psicologa,
Socialite, engenheira civil, geneticista, pedreira,
Mestre de obras, advogada, promotora,
Atriz, modelo, cantora, celebridade de reality show,
Rainha de algum país pequeno e europeu,
Apresentadora de programa infantil,
Integrante dos Menudos.
Sou morena, já fui ruiva, morena do cabelo claro,
Morena do cabelo escuro, morena do cabelo preto.
Nunca fui loira,
Mas já cogitei a hipótese de ser para ser paquita.
Já chorei pela Xuxa, pelo Senna, pelos Mamonas Assassinas,
Pelo Santos Futebol Clube, pela minha mãe, por mim, por você.
Já chorei de rir, já chorei de raiva, já chorei de agonia,
Já chorei de dor, já chorei porque minha fralda estava suja,
Já chorei de alegria, já chorei de emoção,
Já abri a geladeira para chorar vendo as comidas.
Eu já cai de bêbada, já cai de desequilíbrio,
Já cai do salto, já cai do cavalo.
Eu já me achei a mais linda de todas,
A mais esquisita do mundo,
Já pensei ser a mais magra, a mais chata,
A mais interessante, a mais inteligente.
Eu já quis ser muita gente,
Já quis ser ninguém.
Eu já pensei em me matar,
Ou em me clonar para poder viver o dobro.
Eu já quis sair correndo e pular no seu colo
E te abraçar como nunca,
E já quis sair correndo e dar com o pé no meio do seu peito
Para você perder o ar e morrer.
Eu já fui em enterros, maternidades, floriculturas,
Lojas de roupa, sapatos, supermercado,
Artesanato.
Eu nunca fui a um sex shop.
Eu já planejei um aniversário num motel,
Numa balada, numa casa de festas,
Numa churrascada.
Eu já planejei nunca mais comemorar um aniversário sequer.
Eu já adorei carne mal passada, já adorei carne torrada.
Eu odeio carne hoje em dia.
Nunca comi nenhum bicho a não ser peixe, frango e boi.
Eu já tive celular grande, pequeno, mais ou menos.
Já andei sem celular.
Já preferi o Tone ao Pulse do telefone.
Eu já quis te ligar para te chamar para sair,
Eu já desisti de te ligar e te chamar para sair,
Eu já te liguei e te chamei para sair.
Eu já me odiei por ter saído com você.
Já pensei que te amava,
Já pensei que te odiava,
Já pensei ser só tesão,
Já pensei ser só imaginação.
Não sei o que é até hoje.
Eu já andei de carro, de ônibus, de trem, de metrô,
De avião, de navio, de bicicleta, de skate.
Nunca andei de helicóptero.
Eu já fiz o maternal, a pré-escola,
O ginásio, o colegial, a faculdade,
A pós-graduação.
E nunca aprendi como lidar com algumas coisas da vida.
Eu vivi tão poucos anos, mas já tenho uma bagagem que só um
Boeing transportaria.
E mesmo com todas essas experiências guardadas em minhas malas,
Ainda acho que tenho muito mais a viver,
A aprender.
Imagino que depois de viver mais ¾ de século,
Que ainda estão por vir,
Vou ter de contratar uma frota de Boeings para levar
Todas as minhas bagagens de vida
Para o meu último voo.
E uma das grandes lições que eu já aprendi e já vivi nessa vida
É que nada que eu puser de conteúdo dentro das minhas bagagens
Terá sentido se não for vivido ao seu lado.
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