Olhar nos seus olhos é como
Comer uma colher de sopa de wasabi.
Primeiro, vem o medo do desconhecido.
Depois, vem uma ardência
Que pouco a pouco toma conta de toda a boca,
De toda a garganta, esôfago, estômago.
O nariz perde o olfato, os olhos embaçam,
Perdem a visão, lacrimejam.
Um zumbido apita no ouvido,
Eu balanço a cabeça para ver se algo volta ao normal,
Mas a queimação me tira do meu senso,
E eu voo baixo até o copo de água
Para ver se eu apago aquele incêndio
E consigo retomar meus pensamentos,
Minha vida, meu jantar.
Era apenas uma pequena quantidade
De uma massa verde bonitinha,
Que parecia inofensiva,
Mas que quase acabou com a minha raça.
E por pior que possam parecer
As consequências dessa ardência,
Eu jamais como sushi sem uma boa dose de wasabi.
Quem explica, não é mesmo?
segunda-feira, 21 de março de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
Me liga
Você é uma coisa assim, meio BlackBerry.
Um sistema meio travado, que vive dando tilt.
De repente, o que valia antes já não vale mais
E o recado é que uma atualização precisa ser feita
Para que tudo volte a ser como antes.
Quando quero alguma coisa,
Um reloginho na tela pensando, pensando, pensando,
O que não significa que eu vou ter o que eu quero.
O sistema pode dar pau.
Melhor fosse se você fosse um iPhone.
Tela touchscreen que aciona tudo com o deslize de um dedo.
Tudo possível há um toque de distância.
Se quer ver um vídeo do Youtube, pode.
Se quer ver um site em seu formato normal de tela, pode.
Se quer virar o telefone e ver de melhor forma
Uma foto na horizontal, pode.
É uma coisa meio assim, diferente de você.
Um acesso mais fácil, menos truncado.
Um sistema operacional rápido da Apple,
Um objeto de desejo que nunca entra em promoção.
Já o Blackberry é possível comprar pela metade do preço
Do que era vendido há seis meses atrás.
Todo mundo que tem pensa em trocar, principalmente por um iPhone.
Já me ofereceram um iPhone de presente,
Com um plano de dados ilimitado,
Mas eu não aceitei.
Não consigo me desvencilhar do meu BlackBerry.
Não consigo deixar meu aparelho de lado.
Eu quero você no meu BBM.
Mas eu sei que eu preciso mudar,
E enquanto não me rendo ao iPhone
E te abandono de vez,
Me acostumo com um iPod Touch.
Um sistema meio travado, que vive dando tilt.
De repente, o que valia antes já não vale mais
E o recado é que uma atualização precisa ser feita
Para que tudo volte a ser como antes.
Quando quero alguma coisa,
Um reloginho na tela pensando, pensando, pensando,
O que não significa que eu vou ter o que eu quero.
O sistema pode dar pau.
Melhor fosse se você fosse um iPhone.
Tela touchscreen que aciona tudo com o deslize de um dedo.
Tudo possível há um toque de distância.
Se quer ver um vídeo do Youtube, pode.
Se quer ver um site em seu formato normal de tela, pode.
Se quer virar o telefone e ver de melhor forma
Uma foto na horizontal, pode.
É uma coisa meio assim, diferente de você.
Um acesso mais fácil, menos truncado.
Um sistema operacional rápido da Apple,
Um objeto de desejo que nunca entra em promoção.
Já o Blackberry é possível comprar pela metade do preço
Do que era vendido há seis meses atrás.
Todo mundo que tem pensa em trocar, principalmente por um iPhone.
Já me ofereceram um iPhone de presente,
Com um plano de dados ilimitado,
Mas eu não aceitei.
Não consigo me desvencilhar do meu BlackBerry.
Não consigo deixar meu aparelho de lado.
Eu quero você no meu BBM.
Mas eu sei que eu preciso mudar,
E enquanto não me rendo ao iPhone
E te abandono de vez,
Me acostumo com um iPod Touch.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Meia noite
Hoje acaba o horário de verão aqui.
Acabaram os dias de acordar antes do sol,
De vê-lo nascer e ter o prazer de dar-lhe bom dia.
Acabaram os dias de ver a noite chegar bem tarde,
De chegar em casa com o céu aceso,
Acabaram os dias de ter a esperança
De que ainda dava tempo de fazer algo,
De mudar, de recomeçar o dia.
Acabaram os dias de horas a frente daí.
Acabaram os "dias de verão",
Mesmo que o inverno esteja longe.
Estão todos tristes pelas ruas,
Reclamando o fim desse tempo de nossas vidas.
Mas eu tenho a chance de voltar uma hora do meu dia,
De fazer novo de novo,
E por mais que nada mude nessa hora a mais,
Eu comemoro.
Estou uma hora mais próxima de você.
Estamos uma hora menos longe.
Acabaram os dias de acordar antes do sol,
De vê-lo nascer e ter o prazer de dar-lhe bom dia.
Acabaram os dias de ver a noite chegar bem tarde,
De chegar em casa com o céu aceso,
Acabaram os dias de ter a esperança
De que ainda dava tempo de fazer algo,
De mudar, de recomeçar o dia.
Acabaram os dias de horas a frente daí.
Acabaram os "dias de verão",
Mesmo que o inverno esteja longe.
Estão todos tristes pelas ruas,
Reclamando o fim desse tempo de nossas vidas.
Mas eu tenho a chance de voltar uma hora do meu dia,
De fazer novo de novo,
E por mais que nada mude nessa hora a mais,
Eu comemoro.
Estou uma hora mais próxima de você.
Estamos uma hora menos longe.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Futuro
Tempo passa, tempo passa
Tempo passa, tempo passa,
Nada muda.
Não passa, tempo.
Não passa, tempo.
Não passa, tempo.
Não passa, tempo.
Quero ficar perto da lembrança.
Passatempo, passatempo,
Passatempo, passatempo,
Paciência.
Passa tempo, passa.
Passa tempo, passa.
Passa tempo, passa.
Passa tempo, passa.
Quero viver só daqui cinco anos.
É visível que o único tic-tac amigo
É o de sabor laranja.
Tempo passa, tempo passa,
Nada muda.
Não passa, tempo.
Não passa, tempo.
Não passa, tempo.
Não passa, tempo.
Quero ficar perto da lembrança.
Passatempo, passatempo,
Passatempo, passatempo,
Paciência.
Passa tempo, passa.
Passa tempo, passa.
Passa tempo, passa.
Passa tempo, passa.
Quero viver só daqui cinco anos.
É visível que o único tic-tac amigo
É o de sabor laranja.
Only Time
Who can say where the road goes,
Where the day flows?
Only time...
And who can say if your love grows,
As your heart chose?
Only time...
Who can say why your heart sighs,
As your love flies?
Only time...
And who can say why your heart cries,
When your love dies?
Only time...
Who can say when the roads meet,
That love might be,
In your heart.
And who can say when the day sleeps,
If the night keeps all your heart?
Night keeps all your heart...
Who can say if your love grows,
As your heart chose?
Only time...
And who can say where the road goes,
Where the day flows?
Only time...
Who knows?
Only time...
Who knows?
Only time...
(Enya)
Where the day flows?
Only time...
And who can say if your love grows,
As your heart chose?
Only time...
Who can say why your heart sighs,
As your love flies?
Only time...
And who can say why your heart cries,
When your love dies?
Only time...
Who can say when the roads meet,
That love might be,
In your heart.
And who can say when the day sleeps,
If the night keeps all your heart?
Night keeps all your heart...
Who can say if your love grows,
As your heart chose?
Only time...
And who can say where the road goes,
Where the day flows?
Only time...
Who knows?
Only time...
Who knows?
Only time...
(Enya)
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
As sem-razões do amor
"... Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor"
Carlos Drummond de Andrade
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor"
Carlos Drummond de Andrade
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Sumiço
Eu não quero ler.
Eu não quero lembrar.
Eu não quero comer.
Eu não quero viver.
Eu não quero pensar.
Eu não quero morrer.
Eu não quero escrever
Eu não quero sofrer.
Eu não quero lembrar.
Eu não quero comer.
Eu não quero viver.
Eu não quero pensar.
Eu não quero morrer.
Eu não quero escrever
Eu não quero sofrer.
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