Eu tive meu último sonho com você.
De agora em diante, não preciso mais sonhar,
Não preciso mais pensar,
Só preciso deixar fluir.
Tive nosso último e decisivo sonho.
Eu vi a raiz de tudo, onde tudo começou.
Onde descobrimos que seria para sempre.
E esse sempre atravessa os anos, os séculos,
É muito antigo e válido para a eternidade.
...
Eu girava meu corpo e estava feliz,
Sozinha, contente, feliz.
Você se aproximou e eu parei de girar,
Fiquei centralizada, parada, uma estátua.
Deixei você fazer o que quisesse,
Deixei que eu fosse sua pelas suas mãos.
Não impedi nada, não relutei, não fui contra.
E você fez o que sempre quis.
Mas nosso amor era proibido,
Ninguém poderia saber que estivemos ali,
Embaixo daquela árvore, daquele jeito.
Como seguir adiante? Como contar?
Como viver isso?
Pois não vivemos. E não contamos para alguém.
É esse segredo que nos une até hoje.
...
Mas até quando?
Para sempre significa não ter uma data para terminar.
Estamos condenados um ao outro,
Concorde você ou não.
Eu nunca estive errada,
A não ser quando disse que optei por você.
Eu nunca optei por você.
A nossa história, o nosso passado
Me condenam a você,
E vice-versa.
Não adianta fugir,
Não adianta se fingir de morto,
Não adianta se calar,
Não adianta querer ser um fantasma.
Você é a alma de tudo que me acontece até hoje,
Você é o guia da linha da minha vida,
Você é tudo que faz sentido, que tem lógica.
…
A vida não nos deixa escapar.
A vida cobra alto o preço do “não-vivido”.
Os dias passados em branco têm juros altíssimos,
E sabe-se lá se no futuro teremos cacife para bancar,
Por isso o certo é viver hoje,
Sem olhar aquém.
…
Assim como não fui atrás de você quando
Você me largou embaixo daquela árvore,
Eu não vou atrás de você agora.
Meu sonho me esclareceu tudo,
E daqui em diante nada vai mudar mais,
Nada vai ser imprevisível,
Está tudo calculado,
Está tudo em ordem.
É só deixar fluir.
Só queria que você soubesse.
…
Você é tão antigo na minha vida
Que te levo na rotina como
Uma peça vintage da minha composição.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Canibal
Ele comeu meu coração.
Comeu meu coração com tudo o que tinha dentro.
Meus monstros e meus bicho de sete cabeças,
Antigos inquilinos do coração,
Bem que tentaram defender seu patrimônio, seu teto.
Voaram feito bestas,
No melhor estilo 'Garota Infernal'
Em seu pescoço,
Mas ele foi mais forte, mais violento,
E conseguiu comer meu coração.
Assim mesmo, feito pão com carne louca,
Ele devorou meu coração com vinagrete.
E a carne era louca.
Ele só providenciou o pão e o molho.
Ele comeu meu coração.
Mastigou pedaço a pedaço,
Colocou meu coração em um espeto
E assou no carvão em brasa.
Passou na farofa, na pimenta,
Feito um churrasco grego,
E comeu meu coração.
Tudo bem que a carne já estava torrada por ali,
Já era quase um pedaço de carvão,
Antes de virar o churrasco dele.
Ele comeu meu coração.
Maldito! Comeu meu coração!
Sem dó! E ainda palitou os dentes!
Saboreou a carne mal passada, ao ponto e bem passada.
Testou de todos os jeitos
O melhor gosto do meu pior.
Da próxima vez que ele vier com tanta fome
Sirvo meus pulmões feito um pudim de leite,
Cheio de açúcar queimado em cima.
Comeu meu coração com tudo o que tinha dentro.
Meus monstros e meus bicho de sete cabeças,
Antigos inquilinos do coração,
Bem que tentaram defender seu patrimônio, seu teto.
Voaram feito bestas,
No melhor estilo 'Garota Infernal'
Em seu pescoço,
Mas ele foi mais forte, mais violento,
E conseguiu comer meu coração.
Assim mesmo, feito pão com carne louca,
Ele devorou meu coração com vinagrete.
E a carne era louca.
Ele só providenciou o pão e o molho.
Ele comeu meu coração.
Mastigou pedaço a pedaço,
Colocou meu coração em um espeto
E assou no carvão em brasa.
Passou na farofa, na pimenta,
Feito um churrasco grego,
E comeu meu coração.
Tudo bem que a carne já estava torrada por ali,
Já era quase um pedaço de carvão,
Antes de virar o churrasco dele.
Ele comeu meu coração.
Maldito! Comeu meu coração!
Sem dó! E ainda palitou os dentes!
Saboreou a carne mal passada, ao ponto e bem passada.
Testou de todos os jeitos
O melhor gosto do meu pior.
Da próxima vez que ele vier com tanta fome
Sirvo meus pulmões feito um pudim de leite,
Cheio de açúcar queimado em cima.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Carboidratos
Hoje acordei com saudades de comer miolo de pão.
Fui até a padaria, comprei vinte pães
E voltei comendo todos os miolos para casa.
Coloquei aquele saco de pães furados em cima da mesa
E nada aconteceu.
Ainda restavam alguns e fui comendo os miolos aos poucos.
Comia um, esperava. Nada acontecia.
Comia outro, esperava. Nada acontecia.
Comia mais outro, esperava. Absolutamente nada.
Quando eu era criança
Implorava para minha mãe deixar-me ir
Até a padaria.
Com o sim dela, descia correndo até a garagem,
Junto de outras amigas,
Tirava a minha bicicleta rosa do suporte
E pedalava aqueles imensos
Dois quarteirões.
Comprava os pães,
Apoiava-os na cestinha da bicicleta,
Voltava para a garagem,
Pendurava a bicicleta,
Apertava o 8º andar
E chegava em casa.
Chegava em casa com os pães furados, obviamente.
Sem miolos, vazios, ocos.
Deixava o saco de pães em cima da mesa
E esperava meu pai chegar em casa
E abrir o pacote.
Assim que ele pegava o primeiro pão furado
Ele dizia
“Nossa, tem ratinhos aqui em casa comendo nossos miolos!”
Eu ria atrás da porta e depois de fantasiar muito,
Me confessava.
Sempre achava que ele ficaria bravo com os pães ocos,
Mas mesmo sem toda a parte boa do pão
Meu pai fazia piada e nos fazia rir.
Hoje, comi vinte miolos de pão.
Devorei pedaço a pedaço,
Coloquei o saco de pães ocos em cima da mesa
E nada aconteceu.
Talvez hoje em dia os ratos tenham sido espantados
Com os gatos que rondam a vizinhança.
Fui até a padaria, comprei vinte pães
E voltei comendo todos os miolos para casa.
Coloquei aquele saco de pães furados em cima da mesa
E nada aconteceu.
Ainda restavam alguns e fui comendo os miolos aos poucos.
Comia um, esperava. Nada acontecia.
Comia outro, esperava. Nada acontecia.
Comia mais outro, esperava. Absolutamente nada.
Quando eu era criança
Implorava para minha mãe deixar-me ir
Até a padaria.
Com o sim dela, descia correndo até a garagem,
Junto de outras amigas,
Tirava a minha bicicleta rosa do suporte
E pedalava aqueles imensos
Dois quarteirões.
Comprava os pães,
Apoiava-os na cestinha da bicicleta,
Voltava para a garagem,
Pendurava a bicicleta,
Apertava o 8º andar
E chegava em casa.
Chegava em casa com os pães furados, obviamente.
Sem miolos, vazios, ocos.
Deixava o saco de pães em cima da mesa
E esperava meu pai chegar em casa
E abrir o pacote.
Assim que ele pegava o primeiro pão furado
Ele dizia
“Nossa, tem ratinhos aqui em casa comendo nossos miolos!”
Eu ria atrás da porta e depois de fantasiar muito,
Me confessava.
Sempre achava que ele ficaria bravo com os pães ocos,
Mas mesmo sem toda a parte boa do pão
Meu pai fazia piada e nos fazia rir.
Hoje, comi vinte miolos de pão.
Devorei pedaço a pedaço,
Coloquei o saco de pães ocos em cima da mesa
E nada aconteceu.
Talvez hoje em dia os ratos tenham sido espantados
Com os gatos que rondam a vizinhança.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Moldura
Meu coração não passou dos 90 batimentos por minuto
Quando abri sua foto hoje, pela enésima vez.
Alguma coisa mudou aqui dentro.
Talvez seja conformismo.
Sua foto não ilumina mais o meu quarto.
Seu nome não brilha como letreiro de cinema no meu computador.
Você já não me move como antes.
Fui viajar e não levei computador,
Não levei celular,
Não levei nada além do meu RG.
Eu não esperava por você,
Não queria a sua ligação,
Nem cogitei ler um e-mail seu.
Nossa briga sem ofensas foi forte demais
E obviamente tudo iria nos separar.
Aliás, tudo te separa de mim.
Nada me aproxima de você.
Eu confesso que vejo e revejo sua foto,
Aquele seu sorriso discreto,
De quem quer e não quer mostrar tudo de uma vez só.
Confesso que lamento os óculos à frente do seu olhar.
Eu me confesso, eu me entrego,
Mas alguma coisa mudou aqui dentro.
Sua distância congela meus sentimentos,
Aterroriza minha lembrança
E assim, passo o dia a checar sua foto,
Para saber se você continua o mesmo.
Se você continua aí.
Você ainda está aí?
Alguma coisa mudou aqui.
Eu sei que não é para sempre.
Nem a sua foto, nem a minha mudança.
Nada é para sempre,
Nem mesmo a sua avidez,
Nem mesmo a sua distância,
Nem mesmo a vivacidade que você tem para fugir de nós.
Eu só quero continuar fingindo que sou eu quem arranca
Seu sorriso na sua foto.
Finge que olha para mim?
Quando abri sua foto hoje, pela enésima vez.
Alguma coisa mudou aqui dentro.
Talvez seja conformismo.
Sua foto não ilumina mais o meu quarto.
Seu nome não brilha como letreiro de cinema no meu computador.
Você já não me move como antes.
Fui viajar e não levei computador,
Não levei celular,
Não levei nada além do meu RG.
Eu não esperava por você,
Não queria a sua ligação,
Nem cogitei ler um e-mail seu.
Nossa briga sem ofensas foi forte demais
E obviamente tudo iria nos separar.
Aliás, tudo te separa de mim.
Nada me aproxima de você.
Eu confesso que vejo e revejo sua foto,
Aquele seu sorriso discreto,
De quem quer e não quer mostrar tudo de uma vez só.
Confesso que lamento os óculos à frente do seu olhar.
Eu me confesso, eu me entrego,
Mas alguma coisa mudou aqui dentro.
Sua distância congela meus sentimentos,
Aterroriza minha lembrança
E assim, passo o dia a checar sua foto,
Para saber se você continua o mesmo.
Se você continua aí.
Você ainda está aí?
Alguma coisa mudou aqui.
Eu sei que não é para sempre.
Nem a sua foto, nem a minha mudança.
Nada é para sempre,
Nem mesmo a sua avidez,
Nem mesmo a sua distância,
Nem mesmo a vivacidade que você tem para fugir de nós.
Eu só quero continuar fingindo que sou eu quem arranca
Seu sorriso na sua foto.
Finge que olha para mim?
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Vaza!
Saia da minha frente,
Saia da minha vida,
Saia da minha alma.
Você com esse tom fantasmagórico sempre que aparece
Costuma me assustar.
Sua voz me dá nojo,
Sua cor me dá ânsia,
Sua vida me dá pena.
Não quero mais saber de você,
Não quero saber do seu velório,
Não quero saber do seu passado.
Fuja com seus pesadelos,
Fuja dos meus sonhos,
Fuja do planeta.
Seu trabalho é porco,
Seu dinheiro é sujo,
Sua inteligência é ilógica.
Seu sorrisinho escroto não me abala mais,
Minhas lágrimas cansaram dele.
Não te quero mais,
Não te procuro mais,
Não te desejo mais.
Esquece tudo o que eu disse.
Esquece tudo o que te amei.
Esquece tudo o que te dei.
Para mim você morreu.
Para mim você é problema seu.
Para mim, já basta.
Vou fazer um vudu seu e colocá-lo em uma caixa de sapatos,
Atear fogo e te cremar simbolicamente.
Meu amor não foi o suficiente.
Minha inteligência não foi o bastante.
Meus argumentos foram falhos.
Minha cabeça está cansada.
Meus olhos estão inchados.
Meu coração está despedaçado.
Você é quem eu mais amo
E por quem eu nunca mais sofro.
Você é quem eu mais admiro
E por quem meus olhos nunca mais brilharão.
Te odeio para sempre.
Pelo menos, até amanhã.
Saia da minha vida,
Saia da minha alma.
Você com esse tom fantasmagórico sempre que aparece
Costuma me assustar.
Sua voz me dá nojo,
Sua cor me dá ânsia,
Sua vida me dá pena.
Não quero mais saber de você,
Não quero saber do seu velório,
Não quero saber do seu passado.
Fuja com seus pesadelos,
Fuja dos meus sonhos,
Fuja do planeta.
Seu trabalho é porco,
Seu dinheiro é sujo,
Sua inteligência é ilógica.
Seu sorrisinho escroto não me abala mais,
Minhas lágrimas cansaram dele.
Não te quero mais,
Não te procuro mais,
Não te desejo mais.
Esquece tudo o que eu disse.
Esquece tudo o que te amei.
Esquece tudo o que te dei.
Para mim você morreu.
Para mim você é problema seu.
Para mim, já basta.
Vou fazer um vudu seu e colocá-lo em uma caixa de sapatos,
Atear fogo e te cremar simbolicamente.
Meu amor não foi o suficiente.
Minha inteligência não foi o bastante.
Meus argumentos foram falhos.
Minha cabeça está cansada.
Meus olhos estão inchados.
Meu coração está despedaçado.
Você é quem eu mais amo
E por quem eu nunca mais sofro.
Você é quem eu mais admiro
E por quem meus olhos nunca mais brilharão.
Te odeio para sempre.
Pelo menos, até amanhã.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Incondicional
Eu te amo justamente por você não ser como eu.
Te amo por você ser meu contrário,
E por você aguentaria todas as divergências,
Antíteses e diferenças.
O que eu sinto por você nasce dos nossos opostos
E por você ser quem você é.
Depois de tanto viver, de tanto aprender,
E de quase não me impressionar com as coisas deste mundo,
Não me sensibilizar com as dores, crimes, tristezas e tragédias
Que assolam o planeta,
Você me arrepia.
Sinto cada milímetro da minha pele subir
Quando penso em você,
Ou quando te toco nos meus sonhos.
Te amo pelo nó na garganta que você me faz sentir,
Pelo frio na espinha que vem quando penso em você.
Te amo porque só você faz meu sangue borbulhar.
Eu digo que o amor é um idiota
Que se submete a tudo que mais odiamos,
Repelimos, e nos faz amar tanto essas coisas
Quanto o próprio amor.
E é esse amor incondicional que me faz te amar,
Por esse amor por você que sinto meu peito arder.
Eu conto centímetro por centímetro de
Cada milha que nos separa,
E aturo todas as suas contas.
Me envolvo nos seus cálculos,
Comemoro seu pragmatismo,
Me encanto com seu ceticismo,
Tudo pelo amor que emerge nos meus olhos
Quando falo de você.
Faço questão de engasgar cada vez que falo seu nome,
Em nome do amor.
Eu te amo, amo todos os seus problemas,
Todos os seus traumas,
Todos os seus segredos.
Eu amo todos os seus erros daqui em diante,
Amo tudo o que você fez de errado.
Amo seu suor, seu cheiro, seus machucados.
Quero tirar todas as suas cascas, suas máscaras,
Suas fantasias.
Quero te ver verdadeiramente cru,
Quero te ter esplendorosamente verdadeiro,
Porque eu te amo por tudo o que você é,
E por tudo o que você me faz ser,
Mesmo que eu seja só um erro seu.
Te amo por você ser meu contrário,
E por você aguentaria todas as divergências,
Antíteses e diferenças.
O que eu sinto por você nasce dos nossos opostos
E por você ser quem você é.
Depois de tanto viver, de tanto aprender,
E de quase não me impressionar com as coisas deste mundo,
Não me sensibilizar com as dores, crimes, tristezas e tragédias
Que assolam o planeta,
Você me arrepia.
Sinto cada milímetro da minha pele subir
Quando penso em você,
Ou quando te toco nos meus sonhos.
Te amo pelo nó na garganta que você me faz sentir,
Pelo frio na espinha que vem quando penso em você.
Te amo porque só você faz meu sangue borbulhar.
Eu digo que o amor é um idiota
Que se submete a tudo que mais odiamos,
Repelimos, e nos faz amar tanto essas coisas
Quanto o próprio amor.
E é esse amor incondicional que me faz te amar,
Por esse amor por você que sinto meu peito arder.
Eu conto centímetro por centímetro de
Cada milha que nos separa,
E aturo todas as suas contas.
Me envolvo nos seus cálculos,
Comemoro seu pragmatismo,
Me encanto com seu ceticismo,
Tudo pelo amor que emerge nos meus olhos
Quando falo de você.
Faço questão de engasgar cada vez que falo seu nome,
Em nome do amor.
Eu te amo, amo todos os seus problemas,
Todos os seus traumas,
Todos os seus segredos.
Eu amo todos os seus erros daqui em diante,
Amo tudo o que você fez de errado.
Amo seu suor, seu cheiro, seus machucados.
Quero tirar todas as suas cascas, suas máscaras,
Suas fantasias.
Quero te ver verdadeiramente cru,
Quero te ter esplendorosamente verdadeiro,
Porque eu te amo por tudo o que você é,
E por tudo o que você me faz ser,
Mesmo que eu seja só um erro seu.
sábado, 14 de agosto de 2010
Confissão
Eu quero que você vá se foder.
Você e todos os que estão ao seu lado.
E falo isso mesmo porque sou uma escrota.
Sem coitadismo, sem vitimismo,
Sou uma escrota e é hora de assumir isso.
Sou vil, sou má, sou nojenta, sou desprezível.
Tenho vontade de te matar, de te esquartejar
E de dar para poodles se alimentarem dos seus restos.
Você é todo um resto.
Resto de gente, resto de lixo imprestável e fedido.
Eu penso todos os dias em fazer maldades,
Deixo de ajudar cegos na rua porque me dá preguiça,
Finjo que não ouço o que os outros falam
Porque pouco me importa o que eles pensam ou dizem.
Não quero saber dos seus problemas,
Quero que cada dia mais você se machuque e sofra por eles.
Não quero seu amor, seu carinho nem sua atenção.
Não quero você. Quero te ver morto, pelas costas.
Vá se foder, seu desgraçado. Você e todos os seus.
E pouco importa o que você pensa dessa confissão,
Se quer ouvi-la com um tango de fundo,
Ou um samba. Quero se você se foda.
Vou assistir seu sofrimento, sua dor,
Porque não tenho sentimentos e não sofro mais por nada.
Vai embora, feche a porta e me deixe para trás.
Sou uma escrota.
Você e todos os que estão ao seu lado.
E falo isso mesmo porque sou uma escrota.
Sem coitadismo, sem vitimismo,
Sou uma escrota e é hora de assumir isso.
Sou vil, sou má, sou nojenta, sou desprezível.
Tenho vontade de te matar, de te esquartejar
E de dar para poodles se alimentarem dos seus restos.
Você é todo um resto.
Resto de gente, resto de lixo imprestável e fedido.
Eu penso todos os dias em fazer maldades,
Deixo de ajudar cegos na rua porque me dá preguiça,
Finjo que não ouço o que os outros falam
Porque pouco me importa o que eles pensam ou dizem.
Não quero saber dos seus problemas,
Quero que cada dia mais você se machuque e sofra por eles.
Não quero seu amor, seu carinho nem sua atenção.
Não quero você. Quero te ver morto, pelas costas.
Vá se foder, seu desgraçado. Você e todos os seus.
E pouco importa o que você pensa dessa confissão,
Se quer ouvi-la com um tango de fundo,
Ou um samba. Quero se você se foda.
Vou assistir seu sofrimento, sua dor,
Porque não tenho sentimentos e não sofro mais por nada.
Vai embora, feche a porta e me deixe para trás.
Sou uma escrota.
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