Querida Erica,
Eu te amo! Calma! Não dizendo que quero me casar com você! Apenas me apaixonei por algo tão fictício que parece coisa de criança.
Enquanto você se tratava eu me tratei junto. Enquanto você chorava eu chorei junto. Enquanto você se apaixonava eu me apaixonei junto.
Te consumia por 6 ou 7 horas por dia. Todos os dias, quando ligo a TV, sinto muito a sua falta. Queria começar tudo de novo, mas não achei justo. Quis dar chance para outro alguém me deixar apaixonada.
Em vão. Ninguém despertou amor em mim. Não na TV. E tudo era tão verdade que eu nem quero saber quem você é. Você foi Being Erica tão verdadeiramente que eu acabei Being Erica. As vezes não acho onde acabam os seus dilemas e onde começam os meus.
Dr Tom já é tão meu amigo que deixei o “Dr” de lado. Apenas Tom. Sonhei com ele algumas vezes. Acredito que seja a vontade de abrir uma porta e cair em sua sala aconchegante. Abro portas de casas, lojas, armários, procuro e não acho Dr Tom. Talvez ainda não seja minha vez de ser paciente.
Sabe... Fiz uma lista de arrependimentos. Não é tão grande como a sua, mas é extensa. Vale a pena voltar e refazer tudo de novo?
Quando alguém me conta algum “causo” eu falo: “Erica passou por isso também e quando o Dr Tom a mandou de volta para o passado, acabou resolvendo, mas não da forma como ela pensava...” e sempre sou interrompida com um grande ponto de interrogação na cara da pessoa seguido pelas perguntas: “Que raios você está falando? Quem é Erica? Quem é Dr Tom? Como assim voltar ao passado?”. As vezes esqueço que você não existe.
Tomo Lattes como você e Julianne. Não sou tão exigente quanto ela, mas confesso que adoraria um feito pelo Kai e trazido pelo Brent.
Não quero ser aquela fã chata que não para de falar, que tira mil fotos com você, que quer pegar no seu cabelo, saber mais de você, então vou parando por aqui.
Só um pedido: caso um dia você resolva se desfazer do seu figurino de Erica, por favor, lembra de mim! Seus vestidos são Mara! Aliás, seu cabelo é natural ou é tinta? Qual cor?
Enfim, é isso. Vou assistir mais alguns capítulos, novamente, para continuar me tratando, apesar que me dei alta quando você acabou.
I am an alien like you!
Xoxoxoxoxo
Lilian Strange.
terça-feira, 2 de junho de 2015
Love Erica
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terça-feira, 22 de abril de 2014
Carne e Pensamento
E de repente tudo era saudade.
Saudade e sufoco.
Saudade e sede.
Saudade e vontade.
Saudade e vazio.
Saudade e frio.
Saudade e falta.
Saudade e fome.
Saudade e aperto.
Saudade de você.
Saudade de nós.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Louca
Não nos apaixonamos no
primeiro beijo.
Foi na primeira vez que
ouvimos nossos nomes.
Ouvi seu nome e
apaixonei.
Não sabia quem era,
Não sabia qual era a
sua feição.
Não precisava saber.
Sabia que era você.
Quando nos beijamos a
primeira vez
Só soubemos que seria
estarrecedor.
Arrepiante, sufocante,
brilhante.
O beijo só veio nos
mostrar o quanto era para ser.
Os beijos seguintes
trouxeram a mensagem que seria bom
Por todo tempo que
durasse.
O tempo que durou foi
relativo.
Muito, para quem não
conseguia respirar.
Pouco, para quem queria
viver no limite.
E eu só queria perder
o controle mais uma vez.
Só mais um beijo
Para eu me
descontrolar,
Perder o rumo
E nunca mais conseguir
voltar
A quem eu era antes...
Antes de saber seu
nome.
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Coração Quente
Adoro ver você andando, de costas.
O seu jogo de pernas, o seu movimento.
Gosto de te ver dormindo.
Começa com os lábios cerrados e vai abrindo aos poucos,
Quando passa a respirar profundamente.
Gosto do seu cansaço, dos seus olhos inchados.
Da voz baixa, turva,
E do cheiro da sua nuca quando acorda.
Gosto do seu gosto
E do cheiro da sua saliva.
Amo te ver tomar banho.
Como baila embaixo da água,
Buscando manter todo o seu corpo coberto de água quente.
Adoro ver como você lava seus cabelos,
Mexendo neles como se valessem ouro,
Como se salvassem vidas.
Gosto de deixar a porta do banheiro entreaberta,
Sentir o seu vapor e o seu aroma deitada na cama.
Mas o que me apaixona é sentir a sua mão me puxando para
perto
Todos os dias, quando tento me levantar e te deixar para
trás.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Dessas
Sou dessas que você saberá todos os meus planos,
Daqui até 2040.
Sem máscaras, sem mentiras.
Todos os meus planos.
Dessas que você comerá a minha comida preferida
E sentirá o meu gosto em cada migalha.
Do tipo que quando bater aquele vento com cheiro de Natal,
Em dezembro, você me sentirá entrando pelas suas vias
aéreas.
Sou dessas que os fios de algodão do lençol
Farão você sentir a minha pele.
Eu sou bem do tipo que vai te contar os mínimos detalhes do
meu dia,
E o quanto você fez falta nele.
Todo dia. Toda hora. Para sempre.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Coração de Cera
Eu prefiro mil vezes que me dê um tapa na cara
E diga que me odeia
Do que me cozinhar em banho-maria
Sem eu nunca saber seu real sentimento.
Sua letargia lúcida é irritante
Ao ponto de eu apenas me imaginar
Passando o braço em volta do seu pescoço
E torcendo-o até sua 'letargia mórbida completa'.
De que vale a vida sem as emoções?
De que vale a vida sem o choro de tristeza
Ou a angustia da saudade?
Vale o mesmo que a vida sem os sorrisos dos reencontros
E a taquicardia da emoção.
Nada.
Até mesmo a pele queimando com o fogo é válido,
Desde que não seja suicídio.
Se eu quisesse a inércia
Viveria em um museu de cera.
Mas eu quero o seu arrepio,
Mesmo que seja de frio.
Apenas para saber que você sente.
Sente qualquer coisa.
Sente raiva,
Sente saudades,
Sente medo.
E se a vida é uma só e a chance é essa
Por que passar o resto dos anos como Michael Jackson
No Madame Tussauds?
Nietzsche disse:
“Aquele que tem um porquê para viver pode enfrentar quase todos os cosmos”.
Bem-vindo, meu maior Big Bang.
E o ponto de tudo isso é que se eu fosse embora hoje, para sempre
Seu nome seria a última coisa que eu diria.
Por que o que é o amor,
Senão uma piada mal contada,
Uma história mal interpretada
E ainda assim,
O que mais nos faz sorrir?
E diga que me odeia
Do que me cozinhar em banho-maria
Sem eu nunca saber seu real sentimento.
Sua letargia lúcida é irritante
Ao ponto de eu apenas me imaginar
Passando o braço em volta do seu pescoço
E torcendo-o até sua 'letargia mórbida completa'.
De que vale a vida sem as emoções?
De que vale a vida sem o choro de tristeza
Ou a angustia da saudade?
Vale o mesmo que a vida sem os sorrisos dos reencontros
E a taquicardia da emoção.
Nada.
Até mesmo a pele queimando com o fogo é válido,
Desde que não seja suicídio.
Se eu quisesse a inércia
Viveria em um museu de cera.
Mas eu quero o seu arrepio,
Mesmo que seja de frio.
Apenas para saber que você sente.
Sente qualquer coisa.
Sente raiva,
Sente saudades,
Sente medo.
E se a vida é uma só e a chance é essa
Por que passar o resto dos anos como Michael Jackson
No Madame Tussauds?
Nietzsche disse:
“Aquele que tem um porquê para viver pode enfrentar quase todos os cosmos”.
Bem-vindo, meu maior Big Bang.
E o ponto de tudo isso é que se eu fosse embora hoje, para sempre
Seu nome seria a última coisa que eu diria.
Por que o que é o amor,
Senão uma piada mal contada,
Uma história mal interpretada
E ainda assim,
O que mais nos faz sorrir?
segunda-feira, 11 de junho de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Arde
O que eu sou senão água, ar,
Fogo e terra?
Nada além de paixão,
Calor e frio.
O que poderia ser senão sensações?
Nada.
Variações de sentimentos,
De temperatura,
De pensamentos.
O que sou senão amor?
Apenas amor.
Eu sou apenas o que a vida é.
Um pouco de tudo.
Fogo e terra?
Nada além de paixão,
Calor e frio.
O que poderia ser senão sensações?
Nada.
Variações de sentimentos,
De temperatura,
De pensamentos.
O que sou senão amor?
Apenas amor.
Eu sou apenas o que a vida é.
Um pouco de tudo.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Por dentro
Comprei um apartamento novo.
É lindo, novinho.
Na verdade, o antigo dono comprou o apartamento do lado,
Quebrou as paredes e fez de dois, um.
Assim, aqui moro eu.
A pintura das paredes e teto é verdinha,
Calma, límpida.
Meio verde mar, meio verde esmeralda.
Tenho um vitral Tiffany na minha janela.
Vejo o mundo todo por esse prisma.
Ainda não comprei a mobília,
Mas o apartamento não dá eco.
É preenchido de memórias
E saudades que trago comigo.
O único problema é o vizinho de cima,
Barulhento que só!
Tenho a impressão que ele não para nunca!
Anda para lá, anda para cá.
Fala, fala alto, grita.
Durante as noites, não dorme.
Deve ficar amargurando o passado,
Tecendo pesadelos.
Não aquieta, não acalma.
Agora, moro aqui.
Dentro dos seus olhos.
Só peço mais silêncio do seu cérebro, por favor.
Pare de pensar, ouça seu coração.
Silencie suas razões.
Quero viver a paz do seu olhar.
É lindo, novinho.
Na verdade, o antigo dono comprou o apartamento do lado,
Quebrou as paredes e fez de dois, um.
Assim, aqui moro eu.
A pintura das paredes e teto é verdinha,
Calma, límpida.
Meio verde mar, meio verde esmeralda.
Tenho um vitral Tiffany na minha janela.
Vejo o mundo todo por esse prisma.
Ainda não comprei a mobília,
Mas o apartamento não dá eco.
É preenchido de memórias
E saudades que trago comigo.
O único problema é o vizinho de cima,
Barulhento que só!
Tenho a impressão que ele não para nunca!
Anda para lá, anda para cá.
Fala, fala alto, grita.
Durante as noites, não dorme.
Deve ficar amargurando o passado,
Tecendo pesadelos.
Não aquieta, não acalma.
Agora, moro aqui.
Dentro dos seus olhos.
Só peço mais silêncio do seu cérebro, por favor.
Pare de pensar, ouça seu coração.
Silencie suas razões.
Quero viver a paz do seu olhar.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Todo Meu
Você é todo meu excesso e toda minha necessidade.
Todo meu por que e todos meus porquês.
Você é aquela renda chantilly caída aos ombros da noiva.
É aquela manchinha na borra do café
Que a velha tia árabe aponta enquanto lê a xícara:
“Aqui, olhe... Está vendo esse pequeno círculo com pontinho?
É ele! Seu amor!”.
Você é aquela bala de hortelã achada no fundo da bolsa,
No fim da noite.
Redenção.
Você é aquela rede posta entre duas árvores, à sombra,
Ao sol poente, depois de um longo dia.
Capricho.
É aquele toque no rosto do algodão egípcio da fronha
Ao deitar na cama.
E você é o aroma do café que arrebata a casa inteira
Ao amanhecer.
Paixão.
Todo meu sangue, todos meus band-aids.
Você é.
Cura.
Você é aquele paracetamol que ficou na gaveta
Na hora da enxaqueca.
É o botão de “sem volume” do celular
Quando não quero mais ouvir ninguém.
Salvação.
É meu espaçamento duplo
Quando não tenho mais o que colocar no papel.
Você é meu.
Todo meu por que e todos meus porquês.
Você é aquela renda chantilly caída aos ombros da noiva.
É aquela manchinha na borra do café
Que a velha tia árabe aponta enquanto lê a xícara:
“Aqui, olhe... Está vendo esse pequeno círculo com pontinho?
É ele! Seu amor!”.
Você é aquela bala de hortelã achada no fundo da bolsa,
No fim da noite.
Redenção.
Você é aquela rede posta entre duas árvores, à sombra,
Ao sol poente, depois de um longo dia.
Capricho.
É aquele toque no rosto do algodão egípcio da fronha
Ao deitar na cama.
E você é o aroma do café que arrebata a casa inteira
Ao amanhecer.
Paixão.
Todo meu sangue, todos meus band-aids.
Você é.
Cura.
Você é aquele paracetamol que ficou na gaveta
Na hora da enxaqueca.
É o botão de “sem volume” do celular
Quando não quero mais ouvir ninguém.
Salvação.
É meu espaçamento duplo
Quando não tenho mais o que colocar no papel.
Você é meu.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Douce
O meu amor é uma coisa meio melada,
Meio doce de leite,
Tipo Brigadeiro.
Aquele doce que pega na garganta e gruda na boca.
Um doce forte que te faz piscar um olho enquanto come.
Uma torta de limão
Que te deixa todo babado de glacê sem nem perceber.
Me lembra muito uma maçã do amor,
Que mancha os lábios de vermelho.
Pode ser um algodão doce,
Aquele doce enorme que você olha,
Morre de vontade de comer,
Mas não sabe por onde começar a mordiscar os pedaços.
De vez em quando, esse amor é meio manjar de coco.
Sem cor, molenga.
Mas, na primeira colherada,
Um sabor suave, adocicado, irresistível.
Com uma calda de açúcar queimado vira perdição.
Manjar dos Deuses!
Esse amor jamais seria um doce de abóbora,
Muito popular.
Esse amor podia ser um pudim de leite,
Todo dia alguém morre de vontade de um no meio da tarde.
Esse amor é comparável a um brigadeiro de Ovomaltine:
Surpreendentemente crocante.
É uma bala de coco,
Só colocar na boca que derrete e desliza pela garganta.
Um amor com açúcar mascavo,
Um brownie com nozes.
É um amor com calda de chocolate,
Que me faz salivar.
Esse meu amor que te ama tanto
Um dia será um Bem-Casado.
Meio doce de leite,
Tipo Brigadeiro.
Aquele doce que pega na garganta e gruda na boca.
Um doce forte que te faz piscar um olho enquanto come.
Uma torta de limão
Que te deixa todo babado de glacê sem nem perceber.
Me lembra muito uma maçã do amor,
Que mancha os lábios de vermelho.
Pode ser um algodão doce,
Aquele doce enorme que você olha,
Morre de vontade de comer,
Mas não sabe por onde começar a mordiscar os pedaços.
De vez em quando, esse amor é meio manjar de coco.
Sem cor, molenga.
Mas, na primeira colherada,
Um sabor suave, adocicado, irresistível.
Com uma calda de açúcar queimado vira perdição.
Manjar dos Deuses!
Esse amor jamais seria um doce de abóbora,
Muito popular.
Esse amor podia ser um pudim de leite,
Todo dia alguém morre de vontade de um no meio da tarde.
Esse amor é comparável a um brigadeiro de Ovomaltine:
Surpreendentemente crocante.
É uma bala de coco,
Só colocar na boca que derrete e desliza pela garganta.
Um amor com açúcar mascavo,
Um brownie com nozes.
É um amor com calda de chocolate,
Que me faz salivar.
Esse meu amor que te ama tanto
Um dia será um Bem-Casado.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Fogo
Você é meu ouro, meu mineral precioso.
É minha jóia rara e cara, meus quilates contados.
É de você que me visto quando quero alegria,
Quando quero brilhar, reluzir.
É você, meu ouro, que me ofusca a vista ao rebater o sol.
É meu manto sagrado, meu refúgio precioso,
Minha reserva mineral.
Meu ouro pesado, meu anel desejado,
O par de brincos mais caro da história.
Meu ouro, você é aquele pote atrás do arco-íris.
O diamante mais bem lapidado do mundo,
A pedra mais preciosa, a minha esmeralda colombiana.
É para você meu sorriso, para essa conquista.
E quando penso que já tenho toda riqueza do mundo
Ao te ter aqui comigo, dentro de mim,
No espaço mais profundo do meu coração,
Descubro que você já deixou de ser
Meu Rubi da Birmânia para virar
Meu Diamante Vermelho.
Daqui, só para o céu.
É minha jóia rara e cara, meus quilates contados.
É de você que me visto quando quero alegria,
Quando quero brilhar, reluzir.
É você, meu ouro, que me ofusca a vista ao rebater o sol.
É meu manto sagrado, meu refúgio precioso,
Minha reserva mineral.
Meu ouro pesado, meu anel desejado,
O par de brincos mais caro da história.
Meu ouro, você é aquele pote atrás do arco-íris.
O diamante mais bem lapidado do mundo,
A pedra mais preciosa, a minha esmeralda colombiana.
É para você meu sorriso, para essa conquista.
E quando penso que já tenho toda riqueza do mundo
Ao te ter aqui comigo, dentro de mim,
No espaço mais profundo do meu coração,
Descubro que você já deixou de ser
Meu Rubi da Birmânia para virar
Meu Diamante Vermelho.
Daqui, só para o céu.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Emoção
O choro é a anulação da razão.
É a vitória da emoção.
É a vitória da emoção.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Canto
Algumas músicas poderiam durar para sempre.
Outras têm seis, sete, oito minutos,
Mas resolveriam se tivesse dois.
As que são finitas, coloco no repeat
E assim elas passam a ser intermináveis.
Sua voz é uma delas.
Outras têm seis, sete, oito minutos,
Mas resolveriam se tivesse dois.
As que são finitas, coloco no repeat
E assim elas passam a ser intermináveis.
Sua voz é uma delas.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Vem
Eu te quero para ser um pouco de você,
E ver meu reflexo nos seus olhos.
Te quero para ficar de moletom no sofá ao seu lado,
Para derrubar molho na mesa sem vergonha.
Eu te quero para não ter problemas
De abrir uma garrafa de vinho,
Para rolar na cama a manhã inteira
Sem ter vergonha da minha preguiça.
Eu penso que te quero para tirar minhas lentes
E vestir meus óculos assim que eu chegar em casa,
Sem fazer tipo.
Eu te quero para ter quem me espere na manicure,
Te quero para saber com sinceridade
Se meu corte de cabelo novo está bom.
Eu só te quero para ter com quem raspar
A panela do brigadeiro.
Assim, te quero para brigar pelo edredon todas as noites.
E quanto eu te quero é para a gente conhecer mais ao outro
Do que a nós mesmos,
Para desfazer as amarras, as máscaras
E viver com o outro melhor do que vivemos sós.
Eu te quero para comer peixe enquanto você come carne.
Para encher meu prato de salada
Enquanto você já está na sobremesa.
Te quero para me ajudar com a louça suja,
Para me ajudar a bagunçar a cama.
Quanto eu te quero é para poder chorar de TPM
E ter minha incompreensão entendida,
Para ter uma bolsa de água quente para aliviar as cólicas
Mesmo sem pedir.
Por um copo de coca-cola gelado na hora do meu remédio.
Eu te quero porque você sabe exatamente
Qual sabonete levar pra casa,
E por você estender a toalha molhada.
Eu te quero para segurar minha mão suada
Na fila da montanha-russa.
Te quero porque você diz que eu sou sempre melhor
Com dois quilos a mais,
E porque não reclama quando eu digo todos os dias
Que preciso emagrecer.
Eu te quero por uma vida simples,
Por uma intimidade sem medidas
E por você ser o maior e melhor espelho da minha alma.
Eu te quero por me achar esperta de te amar racionalmente,
E por você me mostrar que é a maior das minhas paixões.
E ver meu reflexo nos seus olhos.
Te quero para ficar de moletom no sofá ao seu lado,
Para derrubar molho na mesa sem vergonha.
Eu te quero para não ter problemas
De abrir uma garrafa de vinho,
Para rolar na cama a manhã inteira
Sem ter vergonha da minha preguiça.
Eu penso que te quero para tirar minhas lentes
E vestir meus óculos assim que eu chegar em casa,
Sem fazer tipo.
Eu te quero para ter quem me espere na manicure,
Te quero para saber com sinceridade
Se meu corte de cabelo novo está bom.
Eu só te quero para ter com quem raspar
A panela do brigadeiro.
Assim, te quero para brigar pelo edredon todas as noites.
E quanto eu te quero é para a gente conhecer mais ao outro
Do que a nós mesmos,
Para desfazer as amarras, as máscaras
E viver com o outro melhor do que vivemos sós.
Eu te quero para comer peixe enquanto você come carne.
Para encher meu prato de salada
Enquanto você já está na sobremesa.
Te quero para me ajudar com a louça suja,
Para me ajudar a bagunçar a cama.
Quanto eu te quero é para poder chorar de TPM
E ter minha incompreensão entendida,
Para ter uma bolsa de água quente para aliviar as cólicas
Mesmo sem pedir.
Por um copo de coca-cola gelado na hora do meu remédio.
Eu te quero porque você sabe exatamente
Qual sabonete levar pra casa,
E por você estender a toalha molhada.
Eu te quero para segurar minha mão suada
Na fila da montanha-russa.
Te quero porque você diz que eu sou sempre melhor
Com dois quilos a mais,
E porque não reclama quando eu digo todos os dias
Que preciso emagrecer.
Eu te quero por uma vida simples,
Por uma intimidade sem medidas
E por você ser o maior e melhor espelho da minha alma.
Eu te quero por me achar esperta de te amar racionalmente,
E por você me mostrar que é a maior das minhas paixões.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
À sombra de Ipês
Deve ser frio aí.
Acredito que seja meio úmido.
Não sei se você ouve sons,
Se você acompanha as notícias.
Não tenho informações se tem sinal de Blackberry.
Será que você come aí? Tem água? Suco?
Vinho eu sei que não tem.
Se tiver macarrão a bolonhesa, peça.
Hoje fez sol, sabia?
Acho que daí você não vê a cor do dia.
O dólar caiu.
A Dilma ainda está no Palácio do Planalto.
Palocci caiu.
Eu continuo trabalhando de segunda à sexta.
Lula não tem um dedo, ainda.
Levou seu iPod consigo?
Tem música? Escuta alguma?
E os vizinhos, dá pra ver suas casas?
A vida aqui segue em frente.
Quando seu nariz coça, você consegue coçá-lo?
Tem espaço para mover os braços?
Acredito que você não troque mais de roupa,
Que seu cabelo esteja comprido,
Que sua voz continue rouca, mas menos ativa.
Não pretendia te atrofiar inteiro,
Te juro.
Não quis te enclausurar num buraco pequeno,
E não programei que ele fosse tão baixo,
Tão embaixo.
Espero que um dia você me desculpe
Por te enterrar vivo.
Mas, acredite, é melhor você viver morto,
Do que se fingir de vivo.
Acredito que seja meio úmido.
Não sei se você ouve sons,
Se você acompanha as notícias.
Não tenho informações se tem sinal de Blackberry.
Será que você come aí? Tem água? Suco?
Vinho eu sei que não tem.
Se tiver macarrão a bolonhesa, peça.
Hoje fez sol, sabia?
Acho que daí você não vê a cor do dia.
O dólar caiu.
A Dilma ainda está no Palácio do Planalto.
Palocci caiu.
Eu continuo trabalhando de segunda à sexta.
Lula não tem um dedo, ainda.
Levou seu iPod consigo?
Tem música? Escuta alguma?
E os vizinhos, dá pra ver suas casas?
A vida aqui segue em frente.
Quando seu nariz coça, você consegue coçá-lo?
Tem espaço para mover os braços?
Acredito que você não troque mais de roupa,
Que seu cabelo esteja comprido,
Que sua voz continue rouca, mas menos ativa.
Não pretendia te atrofiar inteiro,
Te juro.
Não quis te enclausurar num buraco pequeno,
E não programei que ele fosse tão baixo,
Tão embaixo.
Espero que um dia você me desculpe
Por te enterrar vivo.
Mas, acredite, é melhor você viver morto,
Do que se fingir de vivo.
Transformer(-se)
E minha cabeça aprendeu a ser pragmática,
Ao ponto de se perguntar de minuto em minuto:
"Como podem os Autobots serem tão sentimentais?".
Ao ponto de se perguntar de minuto em minuto:
"Como podem os Autobots serem tão sentimentais?".
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Irracional
O amor não tem razões.
O amor tem paixões.
O amor tem paixões.
sábado, 25 de junho de 2011
Saudades
É injusto você estraçalhar meu coração assim.
Não tenho culpa dos seus dissabores,
Das suas decepções,
Das necessidades que não foram atendidas.
Não fui eu quem te machucou, quem te calejou.
Infelizmente, não estava lá quando isso aconteceu,
Mas estou aqui para colar os pedaços do seu coração,
Outrora escangalhado.
Seu ontem, massacrado,
Nada posso fazer.
Seu amanhã, não posso garantir.
Mas seu hoje pode ser claro e colorido
Como a Times Square.
Eu não tenho culpa dos seus traumas,
Mas posso fazê-los cicatrizar.
Não era eu quem te deixava para trás,
Para dar atenção à carreira.
Mas, garanto que hoje largo meu trabalho e meus anseios,
Por você.
Naquele tempo, não era eu quem te expunha à vergonha,
Ao público, escancarando uma dolorida realidade da sua vida.
Mas, hoje sou eu quem te esconde de todo mal
Dentro do meu amor.
Sou eu quem te encobre do mundo,
Te fazendo viver somente dentro de mim.
O seu coração, não sei mais se bate.
Sua vida, não sei mais se deixou de existir.
Não sei mais se tem sangue a sua carne.
Mas, da sua garganta, sei que algo tem de sair.
Suas mágoas mais profundas, não fui eu quem causou.
As suas vergonhas, não fui eu quem descobriu.
Mas, comigo, trago band-aind e uma roupa bem passada.
Minha vida bate vazia.
Meu coração, você arrancou e pisou em cima
Feito um despertador velho e irritante
Que teima em tocar seus sinos ensurdecedores
No meio de uma noite de sono profundo.
No lugar dele, coloquei uma lâmpada.
Não tenho mais amor em mim.
Troquei por uma luz que me faz lembrar a cada minuto
Que, viva ou morta,
Que com você vivo ou morto,
Eu sempre serei iluminada pela esperança
De que você descubra que eu não tive culpa de nada,
Mas que eu posso ser a cura de tudo.
Não tenho culpa dos seus dissabores,
Das suas decepções,
Das necessidades que não foram atendidas.
Não fui eu quem te machucou, quem te calejou.
Infelizmente, não estava lá quando isso aconteceu,
Mas estou aqui para colar os pedaços do seu coração,
Outrora escangalhado.
Seu ontem, massacrado,
Nada posso fazer.
Seu amanhã, não posso garantir.
Mas seu hoje pode ser claro e colorido
Como a Times Square.
Eu não tenho culpa dos seus traumas,
Mas posso fazê-los cicatrizar.
Não era eu quem te deixava para trás,
Para dar atenção à carreira.
Mas, garanto que hoje largo meu trabalho e meus anseios,
Por você.
Naquele tempo, não era eu quem te expunha à vergonha,
Ao público, escancarando uma dolorida realidade da sua vida.
Mas, hoje sou eu quem te esconde de todo mal
Dentro do meu amor.
Sou eu quem te encobre do mundo,
Te fazendo viver somente dentro de mim.
O seu coração, não sei mais se bate.
Sua vida, não sei mais se deixou de existir.
Não sei mais se tem sangue a sua carne.
Mas, da sua garganta, sei que algo tem de sair.
Suas mágoas mais profundas, não fui eu quem causou.
As suas vergonhas, não fui eu quem descobriu.
Mas, comigo, trago band-aind e uma roupa bem passada.
Minha vida bate vazia.
Meu coração, você arrancou e pisou em cima
Feito um despertador velho e irritante
Que teima em tocar seus sinos ensurdecedores
No meio de uma noite de sono profundo.
No lugar dele, coloquei uma lâmpada.
Não tenho mais amor em mim.
Troquei por uma luz que me faz lembrar a cada minuto
Que, viva ou morta,
Que com você vivo ou morto,
Eu sempre serei iluminada pela esperança
De que você descubra que eu não tive culpa de nada,
Mas que eu posso ser a cura de tudo.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Hominis Excidium
A dica que eu dou, hoje, nesse momento,
É que se um dia um amor como esse aparecer na sua vida
E você não tiver a chance de resolvê-lo, mate-o.
Cometa feliz o maior homicídio da sua vida,
E fique tranquilo porque o júri vai te absolver.
Só alegue legítima defesa, por favor.
É que se um dia um amor como esse aparecer na sua vida
E você não tiver a chance de resolvê-lo, mate-o.
Cometa feliz o maior homicídio da sua vida,
E fique tranquilo porque o júri vai te absolver.
Só alegue legítima defesa, por favor.
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